Dra. Francis Paciornik Zorzetto - Neurologia Integrada

Dra. Francis Paciornik Zorzetto - Neurologia Integrada

fofa 3

O que seu cérebro come?

Pessoal, tenho um pedido pra vocês: deletem esse monte de informações soltas por aí sobre cérebro e comida. Para organizar isso aí, vamos começar do começo. Mas beem do começo. Na verdade, vamos embarcar numa viagem ao passado, e voltar milhões e milhões de anos.

Estamos agora no Norte da África, mas não é essa desolação do Saara de hoje. Aquilo já foi uma floresta tropical abundante, sabiam? E no meio daquela belezura, caminhava um hominídeo, aquele que viria a ser conhecido como Homo Australopithecus. Ele era pequenino e desajeitado, e tinha uma alimentação basicamente vegetariana: frutas, raízes, tubérculos. Não tinha habilidades manuais, afinal com o baixo aporte calórico dessa dieta, seu cérebro era pequeno.

Vamos agora avançar alguns milhões de anos. Alguns desses hominídeos evoluíram, e encontraram uma fonte energética que mudou tudo. O tamanho de seus cérebros finalmente deu um boom, e a paisagem agora é outra: surgira o Homo Erectus. Alguém adivinha que alimento foi esse? Quem pensou carne, errou. Eles eram desajeitados e fracos demais para conseguir carne. Não, essa fonte foi o mar. O Homo Erectus vivia no litoral, riquissimo em crustáceos e pequenos peixes. Uma fonte esplêndida de ácidos graxos poliinsaturados, como o ômega 3, essenciais para a formação da bainha de mielina dos neurônios. Além de muitas outras vitaminas e minerais sensacionais. Nos ovos das aves que viviam por ali, por exemplo, tinha colina, que possibilitou a construção das redes de aprendizado e memória.

Lá, cercado de frutas, vegetais, sementes, ovos e vida marinha, o cérebro cresceu. E cresceu. Nossos ancestrais começaram a desenvolver habilidades. Também ganharam envergadura, e passaram a caçar. Surgia o Homo Neanderthalensis. Da África esse ancestral migrou para a Europa, e evoluiu de novo, ganhou outro nome, e o resto da história vocês já conhecem. Mas esse último é um capítulo relativamente recente da história humana, e o nosso cérebro ainda se lembra com saudade dos longos milênios passados naquele paraíso perdido, o litoral norte-africano. Se sabe hoje que a melhor dieta para o cérebro não é a vegana, não é a vegetariana, não é a carnívora, e definitivamente não é o MacDonalds. É a mediterrânea. Para nos compreendermos temos antes que entender nossa história.

Alguns pesquisadores acreditam que quando nossos ancestrais foram para o interior e para o norte, para longe do aporte de ômega 3, isso esteve ligado ao surgimento dos traços agressivos e belicosos – que tanto marcam nossa espécie. Claro que não é só isso, mas parece que longe dessa dieta, perde-se a consolidação dos últimos e mais evoluídos circuitos neurais, que ainda não estão inteiramente prontos: os do amor e da empatia. Mas felizmente a evolução ainda está em caminho, e longe de terminar.

Os Deuses da nossa vida

Os antigos sabiam o que faziam. Perceberam as forças do inconsciente que influenciavam nossas vidas, e as chamaram de Deuses. Se essa influência é para o bem ou para o mal, depende do nosso grau de consciência. E nós os servimos, sabendo disso ou não. As clínicas de cirurgia plástica…

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E se eu dissesse para vocês que existe um nutriente que, nas quantidades adequadas, é capaz de aumentar até 30% da perfomance cerebral?? Ah, e que ainda ativa o sistema neuro-imunológico, combatendo doenças e retardando o envelhecimento?!? Muitos uaus, né?? Aliás, o cérebro precisa TANTO desse nutriente, que se a…

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